Venho, por este meio, apresentar uma nova série de posts catárticos, cujo principal (e único, aliás!) objectivo é a expugnação das minhas indignações, uma purificação da alma sem gastos com o padre.
E esta coluna tem o nome de Eu é que sou o prrrlesideente da junta ou O ditador sou eu! e funciona da seguinte maneira: sempre que bem me apetecer, eu tomarei a liberdade de opinar a meu bel-prazer sobre o que eu acho que devia ou não ser feito, sobre os erros da humanidade que claramente poderiam ter sido evitados if only o meu poder fosse mais além do que o meu próprio umbiguinho lindo e as fronteiras deste blog.
No fundo, vou fazer algo que os portugueses adoram (e adoram porque são um povo cheio de ideias brilhantes para mudar o mundo e para fazer a diferença. Se o mundo fosse governado por portugueses - então se fossem mulheres!!! bem, não vamos sonhar tão alto!...)...como eu dizia, vou fazer algo que os portugueses adoram fazer: encontrar as soluções ÓBVIAS para os problemas do mundo!
Sim, soluções óbvias e fáceis... porque difícil difícil é levantar o rabo do sofá com um frio destes para ir buscar outra cerveja!
Ocuparei este espaço com temas importantíssimo e raramente abordado pelos meios de comunicação social, mais preocupados em discutir a constituição do novo governo ou a seca do que as coisas que realmente importam.
Dito isto, comecemos.
Medida Nº1 do Governo Totalitarista Ghibliano:
Nina Simone proibida de cantar Jacques Brel, sob pena de ser encarcerada até aprender a dizer os rr's como deve ser"
A sério, com todo o respeito por uma das grandes intérpretes de jazz de sempre, de quem eu gosto bastante, mas já a ouviram cantar o "Ne me quitte pas" ??!!!
COMO É QUE É POSSÍVEL ninguém lhe ter dito com jeitinho: "Olha, querida: tu és óptima e isso tudo e até vieste viver para França, mas TU NÃO SABES CANTAR EM FRANCÊS e os teus rr's são hilariantes. Não te esforces mais. Lembra-te da fábula do sapo e da vaca. D'accord?"
Mas não. Preferiram o facilitismo à coragem de tomar medidas impopulares e o resultado é o que se vê (ouve, neste caso!)
A coisa atinge mesmo níveis absurdos quando penso que dei por mim a abusar do repeat só para me poder continuar a rir às gargalhadas. E ao mesmo tempo é tão triste que dá pena. Sabem quando na escola, havia um menino que era gozado por todos os outros e nós pensávamos: "pobrezinho. estão a fazer troça dele". Sabem a que me refiro? Pronto, foi isso que eu senti quando ouvi a abjecta gravação. Pensei: só podem estar a gozar com ela! As habituais sensações de tristeza e melancolia suscitadas por aquela música de amor deram origem a uma única imagem mental recorrente: a de um empregado de um restaurante chinês (clépe!) a recitar Baudelaire! Um paralelismo inevitável, sorry to say...
Fiquem-se com esta. Escandalizem-se, se quiserem. Tentem defendê-la se vos apetecer. Mas não digam nada antes de ouvirem, sim?
9 comentários:
Ahahah
Eu até ia defender a Nina Simone e tentar fazer um paralelismo com o charme do Nat King Cole a cantar em espanhol, apesar da pronúncia tremenda e absurdamente ridícula (e isto sem ter ouvido, pelo menos que me lembre, a Nina Simone a cantar Brel...)
Mas a imagem do empregado chinês a declamar Baudelaire aniquilou a minha defesa...
ahahah
Só mais uma achegazita: pô-los a tautear tudo em lá-lá-lá-lá... sempre se salvava a música.. e o chinês. Mas depois, como que é que nos ríamos, hein? Eu própria chego a pedir 'clepes', mesmo sem vontade - já faz palte do jantale.
Achei divertido. Auguro boa sorte para esta rubrica. ;)
Kiss
(Não digo nada, porque ainda não ouvi).
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