Quinta-feira, Janeiro 26, 2012






































[Detalhe de "Blossoming Almond Tree, Vincent Van Gogh", 1890]

Segunda-feira, Janeiro 23, 2012

Este fim-de-semana...

Celebrei 2 aniversários + 1 muito especial, comi muito (e) bem, passei bons momentos com amigos, relaxei a ler revistas no café, ouvi "O Pedro e o Lobo", que é actualmente o eleito no cd do carro. Mas o mais surpreendente foi ter passado umas 2 horitas a... colorir. Com os maravilhosos giotto turbo maxi da B. Não sei porque é uma actividade tão ignorada pelos adultos. Induz estados meditativos, promove o convívio intergeracional, é relaxante, bonito e barato. E de certeza que com tanta cor é um óptimo anti-depressivo... o que nos tempos de crise que atravessamos... :)
Uma boa semana! É a última de Janeiro e o ano a começar tão bem...



{Foto: kokblog}

Quinta-feira, Janeiro 19, 2012

AMARELO

Quando era pequena, detestava-o. Achava-o enjoativo e de mau gosto.
Agora acho-o luminoso, energético e estimulante.

Domingo, Janeiro 15, 2012

Que bem que ficavam no campo, a passear pela horta a apanhar marmelos, maçãs e a pisar a terra ainda húmida com o orvalho....

Terça-feira, Janeiro 10, 2012

tcham tcham tcham tcham....

Senhoras e senhores, meninas e meninos... Ao fim de longa e deliciosa pesquisa e umas tantas tentativas, acho que temos um winner. Aquela que eu considero a receita perfeita de arroz doce foi encontrada e o arroz elogiado por todos os que o comeram, incluindo uma pessoa cuja sobremesa favorita é... exactamente arroz doce. Muito em breve a receita, com explicações e relato da saga.

Quinta-feira, Janeiro 05, 2012

já não vou ao teatro há anos. Na realidade, acho que se contam pelos dedos das duas mãos as vezes que fui ao teatro e pelos dedos de uma as vezes que gostei. mas desta vez estou com vontade de ir ver isto. Está no Teatro Aberto até vinte e tal de Fevereiro. Depois digo se vale a pena. Mas estou com fé.

Terça-feira, Janeiro 03, 2012

compras bonitas

ovos bio, amêndoa c/ pele, lentilha coral, couve-flor, bróculos, chá vermelho, gengibre, coentros e manjericão, feta, feijão mung, harissa, cheddar, natas e tomate seco.

Parece poesia...

Segunda-feira, Janeiro 02, 2012

A vida vai-nos moldando devagarinho. Vai-nos moldando segundo os desígnios da Vida (que é como quem diz: porque sim), de Deus ou da natural evolução de cada indivíduo face à sua experiência de vida (consoante as teorias, crenças ou descrenças de cada um), mas quase nunca segundos os nossos próprios desígnios. Nós não decidimos grande coisa. E ainda bem.

Quarta-feira, Dezembro 28, 2011

nhac nhac

ontem experimentei a sensação de comer (tentar, pelo menos) meia galinha a saber a borracha. Já tinha ouvido relatos, mas nada me preparou para aquilo. A perna ficou inteira, à falta de motoserra que a conseguisse cortar, e o peito foi humildemente dividido e misturado com os condutos para disfarçar. Enfim, uma grande desolação. Andarem-se a matar bichos (e este, em particular, que foi morto especialmente para mim) para isto é uma desonra quer para o bicho, quer para o nosso palato. Paz à sua alma. Se calhar está na altura de abraçar decisivamente as lentilhas e o tofu e deixar a carne para quem a saiba respeitar.

Terça-feira, Dezembro 27, 2011

2011

foi um ano de reencontros e mudanças. De crise. De amor. De ir a Istambul e a à Califórnia. De trocar o café pelo chá, o jogging pelo pilates, a canon pelo iphone. De ver séries, muitas séries em streaming. De almoços de lancheira e jantares goeses. De cozinhar muito e com menos caos. De começar a sentir-me em casa no campo. De apanhar marmelos, maçãs, clementinas, laranjas, diospiros, couves, lúcia-lima e avelãs. De fazer crumbles, arroz-doce e muitos flocos de aveia (em variações infinitas, todas boas) e de aprender a fazer leite-creme sem talhar. E de receber estas duas belezas, que vão colorir 2012.

Quinta-feira, Dezembro 08, 2011

die Weiße Rose

"I read the names of the White Rose. I had never heard of any of them. But as i read those names an inexpressible hope leaped up in me... and I was not the only one who felt this way... This hope - which made it possible for us to go on living - was not just the hope for our survival... It helped so many that still had to die: even they could die with hope... It was like a secret light that expanded over the land: it was joy. I remember one day I went out on the street to meet a friend and he said: "Don't look so radiant, they'll arrest you!"

We didn't have much of a chance to survive, but that was not what it was about. It wasn't survival. It was life itself that was speaking to us through the death of the Scholls and their companions... You can live without owning anything. But you can't live without having something ahead of you, ahead of you in the sense of something inside of you. You can't live without hope.
"

The impact of the White Rose cannot be measured in tyrants destroyed, regimes overthrown, justice restored. A scale with another dimension is needed, and then their significance is deeper; it goes even beyond the Third Reich, beyond Germany: if people like those who formed the White Rose can exist, believe as they believed, act as they acted, maybe it means that this weary, corrupted, and extremely endangered species we belong to has the right to survive, and to keep on trying.

[in Sophie Scholl and the White Rose, Annette Dumbach & Jud Newborn]

Sexta-feira, Novembro 04, 2011

peanut butter - jelly

Hoje provei pela primeira vez a famossíssima e americaníssima combinação. Usei manteiga de amendoim pura, sem adição de nada e geleia (de marmelo) numa broa que trouxe este fim-de-semana lá de cima. Fiquei fã. Parece-me que vai ser o meu lanche de predilecção este outono-inverno.

Sexta-feira, Outubro 21, 2011

Celebrar com cor


[Buganvília cor-de-rosa num dos muitos bairros bonitos de LA, cr, Abril.2011]

Coisas boas...

A arqueolojista. Um site novo sobre pequenas pérolas de comércio tradicional de Lisboa.

Ter encontrado pela primeira vez em Lisboa (após muita, muita procura!) pasta de harissa e cuscuz israelita. Aqui.

Esta exposição, que não é mesmo de perder. Não sei como é que durante tantos anos não gostei de naturezas mortas. Agora penso: comida? O que há de melhor para pintar? :)

O livro "Tartine Bread", que comecei finalmente a ler e que é um assombro. Por me ter deixado em pulgas com vontade de fazer pão, quando nunca antes tinha realmente tido vontade de o fazer. Agora é tudo em que penso.

Ter tido uma manhã para lá de stressante, mas que acabou bem, e ir comemorar isso ao meu goes favorito que além de ser bom, é baratinho. Perdi o amor aos restaurantes caros. Juro que sim. à excepção de um ou outro, com os quais apesar de tudo, vou sonhando. Talvez como prenda de Natal :)

Para compensar, pastelarias e cafés, vou a todos. E este fim-de-semana quero mesmo ir conhecer esta e este.

Uma exposição do Júlio Resende na Galeria S. Roque.

...e uma menos boa

Só ontem, por a B. me ter chamado a atenção para isso, reparei quão tag'adas estão as paredes de Lisboa. Feio. Mesmo feio. Mesmo que os nossos olhos já nem reparem por estarem mais do que habituados. Eu gosto muito de street art. mas isto não é street arte. É só feio.

Bom fim-de-semana!

Quinta-feira, Outubro 13, 2011

a sonhar com...

esta imagem. Há dois dias que não páro de olhar para ela. Não há outra estação que seja tão reconfortante como o Outono...
{encontrado aqui}

"An elegant picnic in a park, with piles of cozy blankets, and delicious cakes and champagne. Rich colors and textures, like ochre and gold, tweed and silk, plus polished silver pieces (borrowed from aunts and godmothers, perhaps) and gorgeous fall flowers."

a música nas minha aulas de pilates é sempre tão boa que às vezes não sei se quero chorar do esforço ou de emoção.
hoje tivémos banda sonora do "cinema paradiso". Vim esticadinha e comovida.

Quarta-feira, Outubro 12, 2011

sobre o desporto e a falta de vontade para o fazer

Que o desporto fortalece o cérebro nós já sabíamos. Mas que o exercício forçado pode fortalecê-lo ainda mais do que só dar uma corridinha enquanto nos apetece e sabe bem é que é novidade.
Por uma feliz coincidência, descubro isto no dia em que consegui o impensável: levantar-me às 7 da manhã e ir correr. Corri só uns 15 minutos que de manhã a mente é fraca e a motivação mais pobre, mas com estas novas notícias vou ter uma razão a mais para pôr a preguiça de lado e pôr as pernas (e o cérebro) a mexer.

Sexta-feira, Outubro 07, 2011

flocos de aveia 33



[Publicidade à Farinha 33 dos anos 50. Retirado do livro "Portugal Século XX, Crónica em Imagens, 1950-1960" de Joaquim Vieira.] {visto aqui}

Ontem a b. tinha-me pedido para hoje ao pequeno-almoço fazer farinha 33. Como não havia lá em casa mas precisava mesmo assim de uma boa motivação para a conseguir levantar da cama, fiz uma experiência - maravilhosa - da qual fiquei imediatamente fã:

FLOCOS DE AVEIA DE CHOCOLATE!

Não sei como ainda não me tinha lembrado de experimentar tal coisa... Suponho que é verdade o que dizem, que a necessidade faz um engenho! É ! Até parece que já estou a ver as vossas caras de espanto, perante tal rasgo de genialidade! :)

E então reza assim:
Misturam-se os flocos de aveia finos numa mistura de água e leite (50/50) com o dobro do volume dos flocos. Juntam-se quadradinhos de chocolate preto e deixa-se cozer. No final serve-se salpicado com avelãs tostadas picadas, uma toque de açúcar puro de cana (grosso) e fruta. Eu só tinha mirtilos, mas fiquei a sonhar com framboesas. Ou pêra... Mmmm....

Experimentem. Mas principalmente, dêem aos vossos filhos para experimentar!
Com um bocado de sorte, nunca mais têm de gastar dinheiro em chocapic :)

(Para referência, para 3 pessoas usei 1,5 flocos de aveia finos e 3 quadradinhos de chocolate lindt 70% para um sabor a chocolate nada tímido)

links e sugestões para o fim-de-semana

De Lisboa.
Abriu no mês passado o Centro de Artes Culinárias, no Mercado de Santa Clara. O site ainda está muito pobrezinho, mas a abertura de um sítio assim já me deixa animada. Neste momento, está com a exposição Aprestos de Cozinha, que me está a deixar com água na boca e que tenciono visitar este fim-de-semana.

Um blog "que se destina a aplaudir, apupar, acusar, propor e dissertar sobre tudo quanto se passe de bom e de mau na nossa capital".
A seguir atentamente.

Boas notícias. A miosótis agora tem peixe fresco! Recebem às terças, sextas e sábados de pequenos pescadores da zona de Sesimbra (Setúbal?) e na terça-feira, quando lá fui, tinha tudo muito bom aspecto. E o melhor é que 50% do dinheiro das vendas vai directamente para o pescador. Não é a exploração do custume, portanto.

Da comida
A tradição de picnicar em Portugal andou esquecida durante as últimas décadas. Mas agora, passado tempo suficiente para as pessoas se reconciliarem com a imagem paralizante de grandes tachos de arroz de tomate com salsichas e vinho tinto nos bigodes orgulhosos pelas matas do nosso país, os picnics parece-me que estão a voltar. E ainda bem! É que a comida sabe melhor assim, ao ar livre, em sítios bonitos e abertos, onde os adultos podem respirar e sentir a boa energia da natureza e onde os 90dB das crianças já não despertam terror, mas amor. E toda a gente se sente bem e feliz e de barriguinha cheia. Não soa bem? Pois é... é porque é mesmo bom.
E no feríado de quarta-feira fomos nós picnicar para Sintra. Depois de alguma dificuldade a escolher a ementa, experimentei esta salada, um cheesecake salgado e estes queques (uns dos favoritos lá em casa, perfeitos para gastar claras que sobram) e correu muito bem! Agora é pensar e no próximo sítio e na próxima ementa.

Um vídeo/receita da talentosa dupla de manos Basto Ferreira!

Da internet e do mundo
Um livro (se carregarem na seta, podem ver as outras páginas) muito bonito para as crianças sobre a natureza em cada uma das 4 estações do ano. Está em francês, mas o texto não é tão importante como as imagens. À venda na loja do Museu Berardo. Ou na net, claro!

Um blog inteiro de imagens só com o tema "Mulheres a ler". Muito bonito!

Caro. mas lindo. Para a minha próxima casa, que vai ser grande e com quintal. :)

A pena que eu tenho que esta empresa de papelaria personalizada (stationary. Estou a tentar evitar os estrangeirismos, mas às vezes não é fácil) não envie material para a Europa. Ai...

Tem muito drama, miséria, infelicidade, vidas difíceis, promiscuidade...enfim... todos os ingredientes clássicos de um filme português. Mas, para variar, estou com vontade de ir ver o "Sangue do meu Sangue" do João Canijo. Vamos ver se é mesmo um must. Ou simplesmente um must never insist on portuguese cinema again.

Bom fim-de-semana!

ps - já testei novamente o arroz doce, com as vossas sugestões. Notícias em breve.

Quinta-feira, Outubro 06, 2011

Here's to Steve Jobs.

"Because the people who are crazy enough to think they can change the world, are the ones who do."

Segunda-feira, Outubro 03, 2011

Lisboa



Com uma imagem de telhados vermelhos, prédios coloridos e céu, mar e rio azuis em mente, esta vista de Lisboa, serena, pacificada, quase monocromática apanhou-me de surpresa. Mas é verdade, Lisboa também tem dias assim, em que a luz e o brilho contam mais do que a cor. E agora, que o verão está quase a ir embora e eu vou finalmente começar a ir à praia {*smile}, vai ser mais fácil, ao passar a ponte no regresso, ver a cidade assim. Neste sossego tão bonito.

Esta fotografia pertence à série "Horizons" deste senhor. Vale a pena espreitar!

Sexta-feira, Setembro 30, 2011

A capa é tão linda que não podia deixar de a pôr aqui



{retirado daqui, um arquivo de capas de livros. Niice!)

links e sugestões para o fim-de-semana

Depois de descobrir um autêntico paraíso de luz e sol num cantinho da minha sala, uma UCI que consegue trazer de volta à vida as mais moribundas plantinhas, só me faltam mesmo estes vasos liiiiiiiiiindos para eu perder a cabeça e fazer finalmente uma horta. ( ver tb aqui)

Um novo portal de doações. Ainda é cedo para perceber se vai funcionar bem, mas a ideia já se impunha! Ainda há um mês atrás me teria dado tanto jeito...

É tão lindinho este candeeiro, com toda aquela madeira com aquele fio azul...

um mega bolo de anos, sem açúcar e vegan. Se for mesmo delicioso, já viram a revolução que isto pode significar??

Adoro esta coluna de diagnósticos do New York Times: Think like a doctor. Expõem um problema médico e pedem diagnósticos aos leitores. Claro que normalmente são problemas estranhíssimos e muitas vezes só 1 ou 2 leitores acertam. Mas apesar de eu não perceber nada, é muito divertido ler os problemas e depois ler a resposta certa. Uma espécie de Dr. House da imprensa escrita. Embora eu nunca tenha visto o Dr. House...

E por falar em problemas estranhíssimos, comecei hoje o novo livro do Oliver Sacks. Desta vez é sobre a visão. Fascinante e viciante, como todos os outros!

Mais uma razão para continuar com o meu pilates e voltar à corrida!

Este domingo é dia de ir ao CCB. Ver a exposição retrospectiva do Pedro Cabrita Reis "One after another, a few silent steps", no Museu Berardo que está mesmo no fim e ver esta, do Vik Munoz, que acabou de começar.

Ou ir ao Museu de História Natural ver esta exposição, que começa hoje e que é uma espécie de world press photo da vida selvagem. Deve ser muito gira, com fotografias incríveis e muito children-friendly.

E, definitivamente, repetir o meu arroz doce utilizando as dicas óptimas que me deram. É tão enriquecedor poder ter acesso assim ao conhecimento e experiência dos outros! viva a internet! E muito obrigada!! Bom fim-de-semana!

Terça-feira, Setembro 27, 2011

Arroz Doce

Um dos meus objectivos para 2011 era aprender a fazer um bom arroz doce. Mas entretanto evoluiu para aprender a fazer o melhor arroz doce do mundo. À partida é um objectivo ousado e, no mínimo, subjectivo, mas eu aceitarei qualquer resultado que: 1) respeite a tradição portuguesa de o fazer (ou seja, nada de vagens de baunilha lá para dentro!) e 2) seja o melhor arroz doce que eu e as pessoas que o provem já tenham comido. Essa afirmação tem de ser clara e comprovada por pelo menos duas testemunhas oculares.

E pronto, definidos os termos de referência, iniciemos.

Comecei por uma receita base:

Ingredientes: 750ml de leite (vigor gordo. A minha mãe dizia-me sempre: para as sobremesas, sempre leite gordo e fresco); 250g de arroz carolino ou outro arroz redondo; 250g de açúcar; 3 gemas de ovos; casca de limão q.b; 1 pau de canela; 1 pitada de sal.

Preparação: Aquecer o leite e quando está na iminência de ferver, juntar o arroz, o açúcar, o sal, a casca de limão e o pau de canela. Mexer, baixar o lume, tapar o tacho e deixear ferver em lume brando até o leite evaporar e o arroz estar cozido. Retirar do lume. Deixar arrefecer uns 5 minutos e juntar 3 gemas batidas, mexendo bem para incorporar as gemas no arroz. Levar ao lume em lume muito brando mais uns 3 minutos, mexendo sempre. Retirar do lume, pôr numa travessa e decorar com canela em pó.

O arroz doce foi elogiado e repetido. Na realidade, acabou no dia em que o fiz. Mas eu ando à procura da receita per-fei-ta e, para chegar lá, acho que há melhoramentos a fazer. Para a próxima vez estas são as coisas que vou fazer diferente:

1) Aumentar a quantidade de leite. Cozi tudo em lume branco e mesmo assim tive de adicionar leite no final. Acho que 1l de leite para 250g de arroz carolino é uma proporção mais honesta. Mais leite ainda se usarem um arroz mais denso, carnaroli ou arborio, por exemplo.

2) Colocar o açúcar só a meio da cozedura. Uma vez ouvi, num Mastechef Australia onde estavam a fazer rice pudding (arroz doce), que o açúcar aumenta muito o tempo de cozedura. Não sei se é verdade ou não, mas o meu arroz doce ficou ligeiramente duro no interior. À partida um arroz doce al dente não é uma coisa que me desagrade, sempre é uma textura mais interessante do que uma simples papa, mas enquanto no al dente há uma textura uniforme (todo o grão de arroz está cozido a, imaginemos, 70%), no caso do meu arroz era mais como se 90% do grão de arroz estivesse cozido e 10% (a parte mais interior) estivesse cru. O que não é bem a mesma coisa.

3) Vou diminuir o açúcar uns 30 ou 40 g, indo contra a opinião de todos os que provaram o arroz. Estava óptimo, mas tenho para comigo que o açúcar é como a temperatura do banho: enquanto continuar a ser bom, é ir baixando.

4) Acho que um dos motivos porque a sobremesa ficou tão boa foi a quantidade de limão que pus. A verdade é que eu sou uma fã de limão. É um daqueles ingredientes que, tivesse eu de me privar de tudo excepto de 3 ingredientes, provavelmente ficaria comigo. E o limão nas sobremesas tem o mérito extra de cortar o doce e impedir que se tornem enjoativas (o que também nos permite consumir mais quantidade :) Aqui utilizei a casca de 1 limão médio (bem aproveitadinha!). A única alteração para a próxima vez é que vou experimentar ralar finamente a casca para que se possa comer com o arroz doce, em vez de pôr as cascas inteiras e no fim ter de andar a apanhá-las do arroz quente para deitar no lixo. Veremos se faz muita diferença em termos de sabor.

Daqui a uns dias vou fazer novamente o arroz doce, com estas alterações, e digo-vos como ficou. Também há quem “abra” o arroz, cozendo-o parcialmente em água antes de colocar o leite. E vocês, como o fazem? As vossas mães, avós? Se quiserem contribuir com ideias, serão todas benvindas!

Sexta-feira, Setembro 23, 2011

Júlio Resende

É um homem feliz?

"Sou, naturalmente que é uma felicidade que conhece o peso da infelicidade. Mas sou teimosamente feliz."




Uma entrevista bonita e cheia de sabedoria ao Júlio Resende, que morreu ontem e que eu, como acontece frequentemente, "conheci" demasiado tarde.

Flocos de aveia

Lá em casa somos doidos por flocos de aveia. Desde pequena estou habituada a comê-los ao pequeno-almoço de vez em quando, mas só depois de ir à Califórnia este ano é que comer flocos de aveia tomou toda uma nova dimensão.

É que os americanos não gostam de coisas aborrecidas. E os pobres flocos de aveia da minha infância, não é que não fossem bons… mas eram um pouco aborrecidos. Felizmente o conceito de “comida aborrecida” não existia na minha infância e por isso assim vivia eu, contente e saudável, com os meus flocos de aveia saborosos, mas pálidos, cozidos em leite e polvilhados por uma nuvem leve de açúcar branco.

Tudo isso mudou quando, numa pequena vila (linda) nos arredores de Monterey, chamada Pacific Grove, num pequeno inn familiar e acolhedor, onde éramos tratados a biscoitos ao lanche, chá quentinho e café à noite, me serviram pela primeira vez ao pequeno-almoço um prato de flocos de aveia. Luzes e cores e foguetes barulhentos e festivos. Nada menos do que uma epifania. Era do que se tratava.

Aí eu percebi que os americanos trata os seus flocos de aveia como os japoneses tratam o chá. Como um autêntico ritual. Os flocos de aveia são cozidos no dobro do seu volume de água com uma pitada de sal (eu cozo numa mistura de água e leite. Acho que ficam ainda mais deliciosos). E é assim que vêm para a mesa. Nus e imaculados. O resto fazemos nós. Na mesa há uma série de pequenas tacinhas com tudo o que é preciso para fazer um pequeno almoço completo num único prato de flocos: Leite ou iogurte batido, fruta fresca, Fruta seca dura (nuts), Açúcar amarelo grosso (porque é bommm sentir o crunch dos grãos) e Mel ou Xarope de Ácer (Maple Syrup). E um a um, com a excitação suspensa e tranquila de quem sabe que a espera por algo bom torna o bom melhor, adicionam-se os ingredientes, um a um, transformando cada simples ingrediente em algo extraordinário, numa explosão de cores e texturas e sabores.

Já o Aristóteles se lembrou de dizer que o todo é maior do que a soma das partes. Um sábio, o homem. Será que ele também comia flocos de aveia?

Segunda-feira, Setembro 12, 2011

Série precisa-se

Acabei ontem de ver a 3ª série da Nurse Jackie. A 4ª série só sai para o ano. O que é que me aconselham até lá?

Quarta-feira, Setembro 07, 2011

L.A.R.S (links para aguentar o resto da semana)

As quartas-feiras são duras. É o único dia em que o fim-de-semana simultaneamente já está longe e ainda está longe. Por isso, para vos ajudar a aguentar mais dois dias de trabalho, aqui ficam alguns links.

O artista Ursus Wehrli decidiu arrumar o mundo e este foi o resultado. É a prenda ideal para um amigo neat-freak! :)

A Denegro mudou-se para a Rua de S. Bento. Tem uma loja linda e um bolo de ginja que é nada mais nada menos que o meu bolo de chocolate preferido. (Mas ainda me falta experimentar os outros cinco..). Têm em vários tamanhos, incluindo um mais pequeno, perfeito, que chamam tête-à-tête (ou mini-mini, como diz a b.) e que deu para alegrar 3 almas durante 2 jantares! :)

Comprei este livro incrível e fiquei com vontade de ir a Paris só para ir comer... e aproveitar para passar em Londres comprar queijo aqui!

O d. apresentou-me este escultor recentemente num livro que andava lá por casa e fiquei verdadeiramente impressionada. Gostava muito de ver qualquer coisa dele ao vivo. Esta, por exemplo. Ou esta. Esta também é impresionante. Já o conheciam?

Actualizei a lista lateral com mais uns blogs de comida: Island menu, My new roots, My cooking diary, Zine de Pão e What Katie Ate. Dois da Austrália, dois da Escandinávia e um dos EUA. Todos muito bons.

E finalmente, ao fim de 9 meses a sentir o corpo gradualmente a empenar, increvi-me no GCP e comecei a ter aulas de yoga e de pilates. Já só falta voltar à corrida para ser uma mulher feliz.

Terça-feira, Setembro 06, 2011

Pão


Tartine Bread from 4SP Films on Vimeo.

Este vídeo é uma inspiração para todas as pessoas que gostam de pão. Eu tive a sorte de ter estado na Tartine em Maio e, embora já não tenha conseguido provar o pão (já não havia ou já não serviam à hora a que apareci), deu para comer outra coisa igualmente deliciosa e sentir o ambiente. Vibrante, familiar e cool ao mesmo tempo e com um cheirinho que dava vontade de ficar lá a comer, a conversar, a ler ou a beber chá para sempre. Mas de portas fechadas, que ter um pão memorável infelizmente também cria filas memoráveis!

Estou cada vez mais sensível a pessoas que se dedicam assim às coisas. Que põem a alma e o coração no mínimo que fazem, como dizia o Nando. E como eu, acho que mais gente. Após algumas décadas de faster, bigger, more, andamos se calhar todos a precisar de um mundo slower, better, less.

Também comprei o livro. Ainda não o li (ando a despachar com grande entusiasmo este) mas é lindo! Como o pão.

Deixo-vos também um blog, totalmente dedicado a pão, escrito por um jovem português imigrado na Suécia e que é uma boa companhia para todos aqueles que tenham vontade de começar a fazer pão "à séria".

Sexta-feira, Setembro 02, 2011

As minhas férias podiam ser resumidas...

...a estas duas imagens:

[cr, Barbeita, Viseu]


[cr, Barbeita, Viseu]


e a "apanhar coisas": Ameixas, pêras, ovos na capoeira, pinhões do chão, lúcia-lima, sálvia, amoras, alergias memoráveis, maçãs, a b. que saltava para a piscina, pó, sovas na canasta, mosquitos no quarto, vespas na piscina, sol .

Cada vez gosto mais do campo. Deve ser a velhice.